English Facts

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1. Um Pouco de História
2. Estudando a Língua Inglesa
3. Níveis de Inglês
4. Certificação na Língua Inglesa

Um Pouco de História >>>

O inglês é um idioma germânico ocidental que se originou dos dialetos levados à Grã-Bretanha pelos invasores germânicos de diversas partes do que atualmente é o noroeste da Alemanha e os Países Baixos. Inicialmente, o inglês antigo era um grupo diversificado de dialetos, que refletia as origens variadas dos reinos anglo-saxões da Inglaterra. Um destes dialetos, o saxão ocidental tardio, eventualmente se sobrepos aos outros. O idioma foi então influenciado por duas ondas posteriores de invasões: a primeira por falantes do ramo escandinavo da família linguística germânica, que conquistaram e colonizaram diversas partes da Britânia nos séculos XVIII e IX, e a segunda pelos normandos, no século XI, que falavam o antigo normando e eventualmente o desenvolveram numa variedade inglesa conhecida como anglo-normando. Estas duas invasões fizeram com que o inglês se tornasse, até certo ponto, uma “mistura” de idiomas.

A convivência com os escandinavos resultou numa significante simplificação gramatical e num enriquecimento léxico do núcleo anglo-frísio do inglês; a ocupação posterior dos normandos enxertou naquele núcleo germânico uma camada mais elaborada de palavras de origem românica. Esta influência normanda entrou na Inglaterra principalmente por meio das cortes e do governo; como resultado, o inglês acabou por se tornar um idioma de empréstimos, de grande flexibilidade, com um vocabulário amplo e variado.

Como resultado da influência militar, econômica, científica, política e cultural do Império Britânico, durante os séculos XVIII, XIX e início do XX, e dos Estados Unidos desde meados do século XX, o inglês tornou-se a lingua franca em muitas partes do mundo. Atualmente ele é usado extensivamente como segunda língua por aproximadamente 1 bilhão de pessoas e como língua oficial em 56 países e muitas organizações internacionais.

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Estudando a Língua Inglesa >>>

No Brasil, os cursos de língua inglesa são considerados cursos livres; sendo assim, não seguem parâmetros regulatórios ou determinações de um órgão superior em comum. Por isso, muito se fala, muito se promete, e em cada escola os cursos têm estrutura e duração diferenciados. Porém, se nos orientarmos pelas especificações de órgãos internacionais, como o Quadro de Referência Europeu, teremos uma divisão da estrutura e duração dos estudos da seguinte forma:

1. Níveis de Inglês:
Basicamente são cinco os níveis utilizados para avaliação de aprendizes da língua inglesa: Básico, Pré-Intermediário, Intermediário, Pós-Intermediário e Avançado. Geralmente estes níveis são segmentados nos cursos (Básico 1, Básico 2 etc.) para dar uma maior sensação de realização e conclusão de etapas aos alunos, mas, no final das contas, dá sempre mais ou menos na mesma.

Isso porque, o que vale mesmo é a carga horária total das aulas, e, internacionalmente, há um consenso de que os estudantes precisam em média de 100 a 120 horas de aula para concluírem cada nível. No total temos algo em torno de 600 horas de aula para concluir todos os níveis até o final do Avançado.

Portanto, um curso que você concluirá seus estudos de inglês em 18 meses, por exemplo, não pode ser verdadeiramente honesto.

2. Descrição dos Níveis:
Outro conceito que nem sempre fica claro para quem está estudando inglês é o que se pode esperar das capacidades do aluno em cada nível da língua. Esclarecer isto é importante para que se possa avaliar as promessas dos cursos e verificar as reais possibilidades a serem alcançadas.

Mais uma vez, utilizaremos os apontamentos da Universidade de Cambridge como orientação para mostrar o que se espera de um aluno ao concluir cada um dos níveis abaixo:

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a. Nível Básico:
O aluno será capaz de fornecer dados pessoais (nome, telefone, endereço, profissão etc) e responder a perguntas simples e curtas. Entender frases, instruções e comandos básicos contendo vocabulário familiar. Falar e escrever frases isoladas.

b. Pré-Intermediário:
Com um vocabulário mais amplo no contexto do seu dia-a-dia, família e trabalho, o aluno poderá se comunicar de forma simples para obter e fornecer informações e/ou instruções sobre sua rotina, datas e horários, descrições de lugares e acontecimentos, direções e orientações etc. Será capaz de entender textos curtos de temas variados e se expressar na forma escrita em pequenos parágrafos elaborados.

c. Intermediário:
Ter comando efetivo do uso da língua inglesa, apesar de alguns erros e uso inadequado de algumas estruturas e/ou vocabulário. Se comunicar em contextos variados com um vocabulário mais amplo e maior domínio sobre a língua. Escrever textos com melhor organização e estruturas gramaticais mais complexas. Ter percepção auditiva eficiente para conversações em que seja utilizado vocabulário comum ao seu conhecimento e alguns elementos novos.

d. Pós-Intermediário:
Dominar linguagem e estruturas avançadas e comunicar-se adequadamente em uma gama de situações e assuntos mais complexos. Entender e ser entendido com maior facilidade durante conversações, até mesmo por nativos da língua inglesa. Redigir textos organizados e bem estruturados e com alto nível de elaboração da linguem. Participar de conference calls e reuniões, emitindo opiniões, argumentando e expondo pontos de vista.

e. Avançado:
Atingir o total domínio da língua e suas estruturas mais complexas, estando apto a comunicar-se efetiva e ativamente em qualquer contexto ou situações. Ser capaz de argumentar, opinar e fazer análises com propriedade e segurança total, como em sua língua nativa. Produzir textos e artigos completos e coesos, nos quais se utiliza de linguagem avançada e de alta complexidade.

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3. Certificação na Língua Inglesa: 
Você provavelmente já viu diversos cursos que prometem certificado, ou até mesmo diploma de inglês. Mas a verdade é que nenhuma escola no Brasil pode emitir um certificado, muito menos um diploma. No máximo, você terá um documento atestando que você cumpriu a carga horária de curso e que, devido a isso, poderia-se concluir que você está em determinado nível.

Porém, o cumprimento da carga horária não é garantia de sua progressão – por diversos fatores – e se você quiser mesmo um certificado que ateste o seu nível real na língua inglesa, o jeito é recorrer novamente às instituições internacionais, pois elas, sim, emitem documentos que são amplamente aceitos no mundo inteiro, por empresas, universidades e programas de intercâmbio.

Existem diversas opções de testes e certificação, que variam desde mais gerais a acadêmicos e de negócios. É importante escolher bem o teste a se fazer para garantir que, além de atestar o seu nível de inglês, ele tenha valor na sua área de atuação profissional. Dentre as opções mais reconhecidas estão IELTS, TOEFL, FCE, CAE, CPE, TOEIC e BULATS. No Brasil há diversas instituições credenciadas e autorizadas a aplicar estes testes, que são submetidos às instituições internacionais responsáveis pela emissão do certificado.

Portanto, fique atento! A promessa de certificado, além de ser enganosa, não é garantia de aprendizado. Mais importante que um documento, em primeiro lugar, vem da própria experiência a constatação dos reais avanços nos seus estudos.

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